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C o n j u g a ç õ e s by
FÁTIMA NASCIMENTO

Formação em Jornalismo e Direito. Pós-graduada em Direito do Trabalho e Legislação Social e Jornalismo Contemporâneo. Soma experiências em rádio, jornal, televisão, assessoria e webjornalismo. Hoje em dia exercita a comunicação social em fotografias, crônicas semanais e neste blog, uma vez que dedica grande parte de seu tempo ao Judiciário.
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24/08/2008
23:16
Viver é aventurar-se
By Fátima Nascimento
Não quero falar de flores, nem de cravos. Nem do sol e sequer da lua. Não quero falar nada, mas silenciar ou simplesmente deixar que os gestos falem por mim e me espelhem cautelosamente para não haver erros ou senões. Quero emudecer neste momento. Corro o risco de falar o desnecessário ou de dizer o que não se sente, pois tarefa difícil é a transcrição de sentimentos. Sentimento se sente e se demonstra, e ponto.
Quando estou triste lembro do carinho e da atenção da mãe de minha mãe por mim. Quando eu chegava em sua casa ela providenciava o pacote de biscoito com recheio que eu adorava. E me recordo tão bem do café com leite quente que preparava passando de um copo pra outro até formar uma espuma. E o pudim, então?
No contraponto, quando uma tristeza me abate, também lembro de fatos tristes, como a rispidez e ignorância de chefes que arrancaram lágrimas de uma jovem em início de carreira. Mas sou consolada pela lembrança das vitórias, das superações.
São as experiências acumuladas no decorrer da lida que nos ajudam a seguir na aventura que é viver. São as vivências boas e ruins que fazem com que alteremos um rumo inicialmente escolhido. Se a escolha será a melhor, saberemos mais adiante.
Numa conversa entre Clarice Lispector e Tom Jobim, ela perguntou como ele encarava o problema da maturidade. Daí, Jobim respondeu: “Não sei, Clarice, a gente fica mais capaz, mas também mais exigente”. O bate-papo/entrevista está no livro “De corpo inteiro”, da Clarice, cuja leitura recomendo.
Para quem gostaria de dizer coisa nenhuma, escrevi um tanto. Em sintonia com a idéia de Tom Jobim, talvez seja a maturidade que me torna capaz de exercitar a escrita em certas circunstâncias, mas peço desculpa pela qualidade do que disse. Meu grau de auto-exigência revela que ficou aquém do merecido pelo leitor.
(Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 19/08/08)
Fátima Nascimento
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12/08/2008
21:26
Antes que seja tarde
By Fátima Nascimento
Uma música suave tocara no rádio. Era a histórica “Love Me Tender”, estreada por Elvis Presley em 1956. Imediatamente ele se lembrou dos momentos que passara ao lado da mulher que o atraía de uma forma que não sabia explicar ou conter. “Podia ter cantado essa música ao seu ouvido”, pensou. Na última vez em que se encontraram improvisou uma letra numa canção. Soou como uma declaração de amor. Ela gostou, e muito. Uma crítica suspeita.
Aquela mulher gostava de tudo nele: de suas mãos, seus braços, pernas, olhar, sorriso, palavras e volúpia. Também estava atenta ao seu interior e admirava o que conhecia, mas gostaria de saber mais. O que aquele homem dissera através da canção que criara quando se olhavam com imensa ternura, faria mais sentido se o impulsionasse a agir na direção apontada pela emoção.
O que os dias seguintes reservavam eram de uma incógnita cruel. Não sabiam se estariam juntos novamente. Cada encontro podia ser o último e – embora nada dissessem a respeito – os minutos finais eram sombreados pela tristeza e antecipada nostalgia. Era estranho como a saudade despontava ainda estando juntos.
Love Me Tender continuava a tocar no rádio. O pensamento dele viajou com doces lembranças e certa euforia no corpo. De repente o locutor pôs-se a traduzir a canção de Elvis Presley e ele concentrou sua atenção na letra, que dizia:
“Me ame com ternura,/Me ame com doçura,/Nunca me deixe partir./Você tornou minha vida completa,/E eu te amo tanto./Me ame com ternura,/Me ame de verdade./Todos os meus sonhos realizados,/Porque, meu amor, eu amo você,/E eu sempre amarei./Me ame com ternura,/Me ame por muito tempo./Leve-me ao seu coração,/Pois é lá que eu pertenço./E nós nunca nos separaremos./Me ame com ternura,/Me ame, querida./Diga-me que você é minha,/Eu serei seu durante todos os anos,/Até o final dos tempos”.
Era exatamente isso que ele queria ter dito pra ela. Olhou para o telefone. Marcaram um encontro. Não mais houve a sombra da despedida e nem a prematura saudade.
(Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 12/08/2008)
Fátima Nascimento
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07/08/2008
21:11
Dia surpresa
Fátima Nascimento
Eram cinco da manhã quando acordou já sem sono nenhum. E nem havia ido dormir tão cedo. À uma da madrugada foi pra cama. Quatro horas de noite dormida pareceram suficientes para recarregar a bateria de seu corpo e mente. Estava animado, embora não tivesse planejado nada de especial para aquele dia.
Olhou no espelho e não viu olheiras. Foi até a varanda e aspirou com toda força o ar da manhã. “Delícia!”, exclamou. Os pássaros cantavam. Uma brisa suave tocou seu rosto, balançou seus cabelos. Desejou sentir o aroma e sabor de café; foi preparar o desjejum, mas antes ligou o aparelho de música e o som do sax invadiu todos os cômodos.
Desejou ligar para um amigo e falar do seu bem-estar, mas era muito cedo e não queria ser inoportuno. Conteve-se. Pegou uma folha de papel e se pôs a escrever trovas, o que era um desafio, pois tinha dificuldade em colocar sete sons em cada verso, embora fizesse rimas com certa facilidade.
Vivia sozinho. Tinha a companhia da música e das palavras. Um amante da escrita! Gostava de ser livre e dizia que uma pessoa sem liberdade é como um passarinho que não pode voar, com desejos algemados, passos vigiados, coração engaiolado. Mas naquela manhã, especialmente, desejou uma companhia.
Teve uma idéia estranha: a primeira pessoa que visse passando chamaria pra tomar café com ele. Foi pra varanda e esperou. Avistou ainda à distância um senhor que caminhava com alguma dificuldade. Estava decidido: convidaria aquele homem.
Não quis acreditar no que seus olhos insistiam em ver. Era uma pessoa com quem deixara de falar havia 10 anos. Agora sabia que o dia diferente era o prenúncio de que algo especial aconteceria.
Chamou o homem. Pai e filho tomaram café, ouviram música e fizeram trovas. O Dia dos Pais estava próximo. Anteciparam a comemoração.
(Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 05/08/2008)
Fátima Nascimento
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03/08/2008
09:15
CRÔNICA
Doses de humanidade
By Fátima Nascimento
O domingo poderia ter sido igual a tantos outros, mas decidi por uma programação que fugisse à rotina dominical. Parti para Lagoa de Cima, em Campos, onde eu e mais um grupo pedalamos cerca de 33 km em seu entorno. Não foi a primeira vez e desejo que não tenha sido a última. Repeti um passeio que fiz em dois mil e seis, embora a palavra repetir não seja apropriada se considerarmos que o Rio Imbé estava mais fundo, o Rio Urubu com mais lama e o riso, então, mais frouxo.
Sim, eu me diverti. O plural cabe e ouso dizer que a diversão foi geral, até mesmo dos “marinheiros” de primeira aventura ciclística-aquática por aquelas bandas. Nós nos divertimos! No entanto quase fiquei de fora. De manhã o despertador não me acordou no horário “combinado”; ficou mudo. Um risco e tanto já que as manhãs de inverno são um convite para se dormir um pouco mais. Mesmo assim não houve sono e nem frio que me fizessem continuar deitada.
Busquei as boas lembranças do passeio anterior e levantei. Como é bom termos momentos de imensa alegria em meio à simplicidade. A natureza ao nosso alcance, sem máscaras, para ser contemplada e usufruída. Nada de luxo, competição ou estresse. Carecemos de tanta cordialidade em nosso dia a dia que doses de humanidade ajudam-nos a acreditar que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, como disse Fernando Pessoa.
Ouvi uma criança moradora do local perguntar ao pai se nós estávamos apostando corrida. Não ouvi a resposta dele. Boa chance pra responder para aquela menininha que os adultos também podem brincar, apesar de grandes e cheios de responsabilidade. E brincamos à beça.
(Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 29/07/08)
Veja abaixo outras fotos do passeio ciclístico:







Fotos by Fátima Nascimento
Fátima Nascimento
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28/07/2008
20:32
ARTIGO
Óculos para o eleitor
By Fátima Nascimento
Dada a largada na disputa eleitoral. Já somos ouvintes de músicas de campanha, fogos de artifício, apelos em carros de som, buzinadas em carreatas. Surgem conversas ao pé do ouvido e não tão ao pé do ouvido sobre tal e tal político. Embora a barulheira me incomode, até que gosto desta movimentação.
Observo a criatividade dos candidatos, os comentários dos eleitores, como os que têm mais e menor recurso financeiro pra campanha se comportam. Um bom discurso, com propostas concretas e realistas, não tem preço, mas – infelizmente – muita platéia tem.
Sempre zelei pela imparcialidade na prática jornalística, mas afastada do jornalismo profissional, sinto-me à vontade pra expor opiniões pessoais nas conversas com colegas e amigos. Não devo e nem vou usar este espaço pra conquistar votos pra este ou aquele candidato, mas é notório que tem muita gente desolada com a política.
Não se trata de escolher o menos pior, mas ouvir os candidatos e avaliar o histórico de vida deles. O que nós queremos pra cidade onde moramos? O que falta? O que tem sido feito? A atuação da Câmara de Vereadores nos agrada? São questionamentos que devemos fazer.
Haverá uma luz no fim do túnel? Nem que eu tenha que colocar óculos especiais, vou me concentrar nesta esperança e apostar nela o meu voto.
(Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 22/07/2008)
Fátima Nascimento
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21/07/2008
09:35
REDE BLOG

O resultado da enquete postado no Urgente! aponta que o tema a ser abordado neste dia 21, pela Rede Blog, é "Existe Movimento estudantil em Campos?" Não posso afirmar que sim e nem que não, mas é certo que se ainda existe, não é o mesmo do que acompanhei (enquanto jornalista e estudante) no passado.
Se não há mais o orgulho de representar a pátria e a escola nos desfiles de sete de setembro, também não há gana para lutar por melhorias no ensino. É o que percebo, embora deseje mesmo estar equivocada.
Os últimos movimentos estudantis que vi em Campos dos Goytacazes/RJ, salvo engano, estiveram bastante contaminados pela política egoísta que tem predominado na cidade. Sabemos que de grêmios e diretórios acadêmicos podem sair líderes políticos (bons e ruins), mas não significa que enquanto representantes dos estudantes tenham que tomar partido a favor ou contra prefeitos, por exemplo.
Infelizmente nossos estudantes têm sido mais uma massa a ser manobrada pelos que detêm o poderio econômico e social no município.
Fátima Nascimento
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16/07/2008
23:01
CONTO
Felicidade pra presente
By Fátima Nascimento
O céu estava vestido de azul. As ondas do mar iam e vinham num mesmo ritmo, com calma. Uma brisa suave diferia muito da ventania que levantou a areia no dia anterior. A antítese era Leopoldo. A cada dois minutos conferia no relógio o tempo que faltava pra revê-la. A ansiedade crescia à medida que as lembranças pareciam ganhar vida.
Na rodoviária desembarcara uma mulher que nos olhos apresentava um brilho diferente. Não era apenas um olhar reluzente em um rosto. Havia mais. “Sou Lóri”, disse ela ao taxista, “estou aqui pra embrulhar a felicidade”. O motorista não entendeu e fitou os olhos da passageira pelo retrovisor. No rádio do carro uma música fez Lóri viajar. Uma lágrima emocionada rolou de sua face.
Leopoldo e Lóri não se viam há muitos anos. Seguiram caminhos diferentes, embora intuíssem que uma vida em comum seria satisfatória. Não era o acaso que os aproximava novamente. Determinada, ela consultou a lista telefônica e combinou o encontro. De uma coisa tinha certeza: suas pernas bambeariam. Talvez a emoção viesse a conter as palavras, mas não haveria ausência de ternura, também sabia.
O táxi parou defronte ao local combinado. Dois corações pulsavam freneticamente. A perna bamba dela e a voz trêmula dele eram o prenúncio daquele encontro. Tantas histórias vividas juntos, outras tantas havidas enquanto estiveram distantes. Leopoldo portava uma mala; Lóri, um embrulho.
- Que saudade - disse ele. Olhou-a melhor, completou: “Você está ainda mais linda”. As palavras pareciam ter fugido da boca de Lóri. Pegou o embrulho, entregou para Leopoldo. Fez sinal para abrir. Era uma caixa de papelão com fita verde, muito leve. Ele puxou a fita com os lábios, já se insinuando pra ela. Lóri enrubesceu.
“A caixa está vazia!”, surpreendeu-se Leopoldo. Era a misteriosa e intrigante Lóri que ele conheceu e amava. Ela carinhosamente puxou uma das mãos dele e junto da dela conduziu ao interior da caixa.
As mãos dele e dela – juntas – foi o presente que se deram. A caixa agora estava cheia de felicidade.
(Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 15/07/2008)
Fátima Nascimento
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12/07/2008
14:52
CONTO
Quem avisa amigo é
By Fátima Nascimento
Desceu a ladeira correndo sem se importar com o risco duma queda. Suas pernas tremiam muito e a face de tão rosada parecia anunciar uma erupção vulcânica. O trecho era longo, mas não o bastante para aquietar o coração; ao contrário, a ansiedade crescia. Foi só saber que tinha chegado pra ficar atordoada.
Esquecera-se das boas maneiras. E foi sem olhar para os lados, sem cumprimentar uma viva alma que corria e andava - pra tomar algum fôlego - e voltava a correr. Não havia nenhum outro pensamento em sua cabeça, o que desejava com toda a força era o esperado encontro.
Os dias que antes achava tão corridos, ultimamente considerava de uma lentidão sem-igual. Chegar ao início da ladeira tardava a acontecer, apesar da velocidade imposta aos passos. De repente seu andar e correr foram interrompidos bruscamente.
Drummond, o poeta, avisou tantas vezes, porém ela não viu a pedra no caminho. Tropeçou, caiu, cabeça no chão. Saiu de si. “Desmaiou!”, gritou um homem. “Acho que morreu”, sentenciou um jovem. “É minha professora!”, anunciou um adolescente.
Lá em cima havia um posto médico. Foi levada, carregada, de volta ao topo, donde saíra correndo com pressa pra chegar lá embaixo. “O que aconteceu?”, perguntavam os moradores. “Tropeçou e bateu com a cabeça”, alguém respondeu. Agora sem movimentos voluntários, era um corpo que balançava sem rigidez, qual uma boneca de pano.
No início da ladeira um homem esperou por trinta minutos. A destinatária da encomenda não apareceu. Ao telefone ela havia pedido obstinadamente que ele aguardasse vinte minutos. Mas nem os dez minutos excedentes foram o bastante. O entregador levou de volta as obras de Carlos Drummond de Andrade que ela encomendara há três meses.
Quando voltou a si, olhou para o relógio e se apropriou das palavras do poeta-mestre: “Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra”. E lamentou não ter rolado ladeira abaixo.
(Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 08/07/2008)
Fátima Nascimento
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02/07/2008
09:48
CONTO
Pra sempre adeus
By Fátima Nascimento
Eles se conheceram numa tarde de inverno. Na verdade se entreolharam e cada um partiu para um lado diferente daquela longa avenida. Mas na cabeça dele estava ela; na memória dela, ele estava. Uma sensação muito estranha havia tomado de assalto aquelas duas pessoas. Nunca tinham se visto, mas quando seus olhos se cruzaram, algo aconteceu.
Já em suas casas, por alguns instantes esqueceram um do outro. Ela tratou de arrumar a casa que havia deixado tão bagunçada ao ter saído às pressas naquela manhã. Ele foi ajeitar papéis e preparar um extenso relatório sobre um empreendimento que planejava realizar.
A noite chegou ainda mais fria. Colocaram-se sob cobertas quentes, pés aquecidos com grossas meias. Cada um em sua casa, em sua cama. Em comum apenas o pensamento. Ele pensava nela; ela, nele. E as perguntas eram as mesmas: Quem é? Será que vou ver de novo? Indagações sem respostas. Noite pra dormir e desejar que o dia seguinte trouxesse a resposta.
Amanheceu domingo. Dia de folga, com sol acanhado e paisagem preta e branca no céu. As aves pareciam descansar, pois raramente se via um pássaro na fiação, nas árvores ou planando no ar. Ele tomou café, ela bebeu leite; um comeu pão e o outro, biscoito. Ambos comeram frutas e decidiram caminhar. Pegaram a avenida principal e seguiram.
Não havia encontro marcado. Nada fora premeditado. Eles se reviram no mesmo cruzamento do dia anterior. Estavam atordoados e ansiosos. Pararam um defronte ao outro. Quem diria a primeira palavra? Qual seria?
O silêncio imperou e foi assim – sem palavras – que seus corpos uniram-se num abraço intenso e seus perfumes se misturaram. Um beijo se anunciou, mas foi freado por um grito: - Cuidado!
Seus corpos ficaram no chão, sangues misturados. Olharam-se pela última vez. E a única palavra que disseram um ao outro foi “adeus”.
(Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 01/07/08)
Fátima Nascimento
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30/06/2008
21:09
Overdose Literária
Começa nesta quarta, 02 de julho, a 6ª Feira Literária e Internacional de Paraty - Flip. Ano passado participei do evento, mas desta vez acompanharei de longe. Soube que haverá na internet a transmissão da programação da Tenda de Debates. De acordo com o site Flip Recortes 2008, a transmissão On Demand poderá ser vista no hotsite www.oi.com.br/flip.
O Último Segundo fará cobertura do evento. Clique aqui pra ter mais informações sobre a FLIP 2008, que será encerrada no domingo, dia 6.
Passei tantas vezes por este caminho pra acompanhar a programação da Flip do ano passado. Vale a pena estar lá, seja pela Feira ou pela cidade, que é linda, linda, linda.
Para ver um álbum com outras fotos que captei em Paraty, basta clicar AQUI.
Fátima Nascimento
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